Capítulo 18 - Escrevendo User Stories

Posted on: qui, 08/29/2019 - 15:13 By: Mônica Chiesa

Como capitão de uma nave espacial, quero que a função de inserção da data  estelar seja feita de forma automática, para eu não ter que ditá-la a cada entrada no diário de bordo.

Você já leu sobre User Stories nos capítulos 5 e 9 deste livro (e provavelmente em outros lugares também). Nessa dinâmica, vamos escrever várias delas para o produto que estamos desenvolvendo em nossa equipe. Para isso, vamos usar o formato sugerido por Mike Cohn:

Como [ator] desejo realizar [ação] para atingir [objetivo].

Primeiramente, dentro da equipe, olhando para o Storyboard, os participantes escreverão as histórias que digam respeito ao mesmo. Por exemplo, no caso do aplicativo Pega-totó:

***********************FIGURA 18.1************************************

A seguir, peça que os integrantes de cada grupo, usando os chapéus de clientes, usuários, equipe de marketing e de produto busquem expandir o produto, pensando em outros atores que possam também usá-lo. Novas histórias devem surgir. Ainda usando o Pega-totó como exemplo:

Como dono do Totó, desejo que o aplicativo gere alertas quando das datas de vacinação para que eu mantenha meu pet sempre saudável.

Como veterinário, desejo criar um calendário com datas de consulta para que meus clientes lembrem-se de trazer seus pets para as mesmas.

Como dono de pet shop, quero alertar os donos de animais sobre as promoções que tenho na loja, a fim de aumentar as minhas vendas.

Incentive as equipes a que criem novos Storyboards, agora focados em cada um dos novos atores que imaginaram para o aplicativo. Não é incomum que, nessa dinâmica, até a Storyboard original seja aprimorada. Nesse momento é sempre importante pensar nas funcionalidades que agregam valor aos usuários, aos patrocinadores do produto, sem a preocupação nos aspectos técnicos de desenvolvimento.

A seguir, peça que as equipes “saiam para o mercado”. Elas devem apresentar seus Storyboards aos colegas e, preferencialmente, a desconhecidos em uma cafeteria. Greg Nudelman recomenda abordar as pessoas na fila do café e oferecer para pagar o café a elas, em troca da apresentação do Storyboard. Isso funciona! Na interação com esse público, novas histórias tendem a surgir: anote cada uma delas em uma nota adesiva.

As dinâmicas propostas neste capítulo (18) e no anterior (17) não invalidam o uso de mapas mentais, sugerido no Capítulo 5. É até saudável que eles sejam usados antes da construção dos Storyboards e aprimorados na evolução das mesmas.

Box: Mapa de empatia

Quando estamos criando um produto, é muito importante que conheçamos o melhor possível quais as pessoas que irão se beneficiar dele. Nada melhor, portanto, que nossos Storyboards sejam apresentados a usuários que representem o nosso público-alvo mas também a usuários “aleatórios” que podem trazer ideias absolutamente inéditas e inovadoras: “Eu não usaria um produto assim, mas se ele fizesse isso...” Temos que nos colocar no lugar daqueles que utilizarão o nosso produto e a ferramenta do Design Thinking chamada “mapa de empatia” nos ajuda muito nisso. Com esse mapa você define o nome e a idade de uma pessoa e, dentro do grupo, conversa sobre ela: o que ela pensa e sente, fala e faz, ouve e vê, quais são suas dores e necessidades. Há muitos livros e materiais disponíveis na web sobre Design Thinking e suas ferramentas. A empresa Resultados Digitais produz muito material prático sobre o assunto e o artigo deles sobre o uso de Mapas de Empatia é um excelente lugar para você começar a aprender sobre esse assunto: https://resultadosdigitais.com.br/blog/mapa-da-empatia/

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