Parte V - Dinâmicas Ágeis

Posted on: seg, 05/13/2019 - 05:08 By: Cesar Brod

Sempre que conduzo as oficinas de introdução e prática em métodos ágeis utilizo uma série de dinâmicas que provocam reflexões sobre a maneira atual como as equipes trabalham, como os requisitos de desenvolvimento são capturados e como se dá a comunicação e a interação entre os membros da equipe de desenvolvimento e dela com os usuários. 

Em função de meu trabalho (também sou diretor de relacionamento com comunidades do Linux Professional Institute: lpi.org) participo de muitos eventos nos quais, mais do que palestrar, tenho a oportunidade de trocar ideias com outros praticantes de métodos ágeis e aprender sobre o que há de mais novo em tecnologia e desenvolvimento. No domínio dos métodos ágeis, porém, há um evento que escolhi participar desde 2016, o Regional Scrum Gathering sediado no Rio de Janeiro (scrumrio.com), uma iniciativa da Scrum Alliance (scrumalliance.org), representada no Brasil pela gente boa da K21 (knowledge21.com.br). É nesse evento, em especial, que tenho a oportunidade de roubartilhar muitas ideias para o desenvolvimento de dinâmicas em equipes.

Na medida do possível, citarei de onde vieram cada uma das dinâmicas descritas aqui para que você possa consultar na web e na Leitura Complementar sugerida nesse livro os seus autores (ou propositores, já que muitos deles também foram adequando essas dinâmicas de um ou outro lugar). Em alguns casos, porém, a origem delas está perdida no tempo.

Ao conduzir qualquer dinâmica, induza os participantes a saírem de sua zona de conforto: faça com que as equipes sejam compostas por pessoas que não trabalhem juntas em seu dia-a-dia, incentive a participação de pessoas não técnicas. As melhores dinâmicas das quais participei tinham, nas equipes, gente de comunicação, marketing, recursos humanos e finanças junto com os desenvolvedores.

Procure limitar e controlar o tempo das dinâmicas e dos exercícios que fazem parte dela. Aqui coloquei alguns exemplos de tempos que não precisam ser seguidos à risca. O importante é evitar a parálise, a paralisia que leva a atrasos no lançamento de um produto devido ao excesso de análise. Quanto antes um produto é colocado à frente de seus reais usuários, melhor. Tão mais cedo eles mesmos começarão a colaborar com a sua evolução.

A dinâmica do Capítulo 16 é lúdica e serve como integração e aquecimento das equipes. As dinâmicas propostas nos capítulos 17, 18 e 19 são mais voltadas ao entendimento do trabalho de uma equipe ágil de produto, em especial do Product Owner na construção do Product Backlog. Os capítulos 20 e 21 dizem respeito ao ciclo iterativo dos Scrum na progressão de seus Sprints e o final do Capítulo 21 (Seção 21.6) traz mais algumas considerações sobre a velocidade da equipe.

Idealmente, antes de conduzir as dinâmicas, prepare a sala com quadros que contenham o Manifesto Ágil, incluindo um espaço para os itens que a equipe incluirá como seu próprio manifesto (Capítulo 2). Coloque também um quadro com o gráfico da progressão do Scrum (o proposto no Capítulo 4 é um bom exemplo, mas você encontra muitos outros na web). Deixe quadros brancos e flipcharts disponíveis para as discussões e muitas, muitas notas adesivas e folhas A4 para rascunhos. Para as dinâmicas de prototipação em papel você precisará de tesoura, cola, papéis coloridos, lápis e canetinhas coloridas.

Sinta-se a vontade em usar qualquer uma dessas dinâmicas em suas próprias práticas ágeis, oficinas ou treinamentos, assim como todo e qualquer material que você encontrar em minhas apresentações. Se quiser escrever um tweet com a hashtag #scrumbrod para que eu saiba onde esse material está sendo utilizado, fico muito grato, mas isso é totalmente opcional.

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