Capítulo 4 - Visão geral do Scrum

Posted on: sex, 08/23/2019 - 11:45 By: Mônica Chiesa

Contextualização do Scrum, seus papéis, ritos e artefatos, junto a pequenas histórias para ajudá-lo a explicar o Scrum a seus amigos.

Como dito na introdução dessa primeira parte do livro, o Scrum é simples – tão simples quanto tocar violão, com tudo o que isso implica. Para começar a dominar o instrumento, porém, nada melhor do que apresentá-lo a ele. A Figura 4.1 apresenta a visão geral do Scrum.

Figura 4.1 – Visão geral do Scrum (Fonte: Wikimedia – adaptada pelo autor).

Tudo começa com um Product Backlog, a lista de desejos para o seu projeto, no formato de User Stories. Essa lista priorizada será dividida em Sprint Backlogs, cada um contemplando as histórias que serão realizadas dentro de um período fixo, o Sprint, (que pode durar uma, duas ou quatro semanas). Ao final desse período é feita uma entrega funcional, algo que pode ser testado e aprovado. Mas quem faz isso?

No Scrum, existem três papéis.

•    Product Owner – O dono do projeto, o cliente, aquele que está pagando por ele ou, dentro de uma empresa ou instituição, é o responsável principal por sua entrega.

•    Scrummaster – É um membro da equipe que, durante o Sprint, garante o bom andamento do projeto, assegurando que seus ritos sejam cumpridos, seus artefatos sejam usados de maneira correta e qualquer obstáculo ao trabalho da equipe seja removido. Entre um a quatro Sprints um novo membro da equipe é designado como Scrummaster.

•    Equipe – É quem realiza as ações de construção do projeto. Não há hierarquia entre os membros da equipe, e ela se autogerencia na distribuição de tarefas e no agendamento da codificação das histórias constantes no Sprint Backlog.

Os ritos do Scrum são, basicamente, quatro reuniões. A reunião de planejamento do Sprint, que é quando as histórias priorizadas no Product Backlog são escolhidas pela equipe e divididas em tarefas técnicas; a reunião diária, na qual é feito um relato, por cada membro da equipe, sobre o que foi feito no dia anterior, o que será feito no dia de hoje e quais os obstáculos que podem impedir o bom andamento dos trabalhos; a reunião de revisão do Sprint, em seu final, quando é apresentado ao Product Owner o incremento funcional do produto; e a reunião de retrospectiva do Sprint, em que se faz um apanhado do que deu certo, do que deu errado e do que é possível melhorar.

Os artefatos, que Jeff Sutherland prefere chamar de Objetos Sociais, são o Product Backlog e o Sprint Backlog, sobre os quais já falamos brevemente, e o Burndown Chart, uma planilha e um gráfico que mostram o consumo dos recursos do projeto (tipicamente, pontos de histórias) à medida que ele avança, servindo como um rápido recurso de acompanhamento visual para a correção imediata de rumos e ritmos.

Na prática, você verá que esses artefatos e ritos podem sofrer alguma variação, mas os papéis no Scrum são imutáveis. Antes de seguirmos adiante, veja a Figura 4.2, gentilmente distribuída pelo pessoal do Scrumprimer.Org. Verifique quem participa das reuniões e observe os artefatos, ritos e papéis adicionais.

Figura 4.2 – Scrum no estilo anime, cortesia do portal ScrumPrimer.

 

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